A matança em Caruaru

Por Professor Urbano

Título presente nas manchetes policiais, o termo matança ganhou nova conotação em Caruaru. Na passagem do século XIX para o XX, a cidade se destaca como centro de comercialização de bovinos e caprinos, ganhando as instalações do maior curtume do país, o Souza & Irmãos.

Criadores e compradores de todos os estados do Nordeste vinham semanalmente comercializar na área denominada matança, um grande curral, localizado entre a área de traz do Grande Hotel e a atual praça São Roque.

Curiosamente logo se estabeleceu algumas casas das “profissionais do amor” para uma clientela sedenta e endinheirada. Senhores pecuaristas com bigodes pontiagudos arrumados com cera de abelha ou brilhantina.

Um detalhe: uma tabela dos serviços prestados

1 hora de atividades sóbrias: XXX
1 hora de atividades com bebidas: XX mais barato pelo alcoolismo do cliente
Pernoite: XXXXX
Homem casado pagava mais pelo sigilo necessário

A sociedade fazia de conta que não sabia, porém todos sabendo das atividades, afinal era área central da cidade e na luz do dia.

A senhora sabe onde seu marido foi?
Sei, tá na matança com o gado…ou com as cabritas do prazer!

Amor pra dar e vender!

Tá nas páginas da História

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