Corte no Bolsa Família em plena crise do coronavírus condena o povo ao sofrimento, critica Humberto


A  sessão remota histórica realizada pelo Senado, nesta sexta-feira (20),  ficou marcada pela aprovação do decreto de estado de calamidade no  Brasil em combate ao coronavírus e por duras críticas ao comportamento  de Bolsonaro diante da pandemia. O senador  Humberto Costa (PT-PE) foi um dos que condenaram tanto a postura do  presidente da República, como o seu incansável discurso de ódio e suas  medidas para enfrentar a doença.

Segundo Humberto, que parabenizou os profissionais de saúde, da  limpeza urbana e da segurança pública por estarem trabalhando até com  jornadas mais extensas, correndo riscos e ficando pouco com as suas  famílias, Bolsonaro não tem sensibilidade nem com  os brasileiros que recebem o Bolsa Família nem com aqueles que estão  presos no exterior sem conseguir voltar ao país.

“Ficamos sabendo hoje que o governo cortou mais de 158 mil bolsas  de pessoas contempladas pelo programa, sendo a maioria no Nordeste. Isso  condena o povo a mais sofrimento. É inadmissível. Além disso, Bolsonaro  não tem ajudado os brasileiros retidos em  muitos países por conta do coronavírus. O governo precisa dar uma  solução para esse caso. Já cobrei o Itamaraty nesse sentido”, ressaltou.

O parlamentar afirmou que a política econômica implementada por  Paulo Guedes desde o ano passado agravou o quadro atual do país e que a  agenda anunciada para conter os efeitos do Covid-19 vai na contramão do  mundo e pune ainda mais os brasileiros.

“As iniciativas que reduziram o tamanho do Estado, contiveram  despesas e promoveram um suposto ajuste fiscal se mostram erráticas  principalmente agora, num momento de dificuldade. Por causa da emenda  95, por exemplo, que limitou as despesas públicas, a área  da saúde perdeu R$ 22,5 bilhões. E as reformas trabalhista e da  Previdência só precarizaram o mercado de trabalho e cortaram direitos  fundamentais”, observou.

Humberto entende que o Senado não pode se alinhar a essa agenda que  o governo quer ver aprovada agora. Ele é contra a PEC dos fundos, que  exclui importantes mecanismos de investimentos em diversos setores do  país, e contrário à PEC emergencial, que prevê  redução salarial até para médicos e professores.

“O mundo está fazendo o caminho inverso, injetando dinheiro na  economia e protegendo os desamparados. Temos de demandar do governo que  tenha pena do povo. Se é para aprovar essas medidas, que o Senado não  funcione remotamente nas próximas semanas”, declarou.

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